Barra Forte

A viagem foi inesperada e seu prolongamento, involuntário: ao levar uma cadelinha para a cidade de Barracão, no norte do Rio Grande do Sul, saindo de Caxias do Sul, na serra, o desconhecimento sobre a localização da cidade de menos de 10 mil habitantes nos fez, a mim e uma amiga, viajar por mais de quatro horas. Foram vários pedágios, buracos na estrada e paradas para o pipi (nosso e da Lilica). Passamos por São Marcos, Vacaria, Lagoa Vermelha, Cacique Doble e São José do Ouro até chegarmos a Barracão, última cidade antes da fronteira com Santa Catarina.

Fizemos essa loucura porque simplesmente o olhar de cachorro pidão da vira-lata Lilica nos conquistou. Mas a questão é a seguinte: em todas essas cidades que cruzamos, algumas delas de ruas feias e lamacentas e casas mal-cuidadas, outras com casinhas de madeira adornadas por janelas de cortinas bordadas e gente tomando chimarrão à porta, enfim, em todas elas, havia gente com suas Barra-Forte, Tropical e tantos modelos genéricos de mountain-bikes indo para o trabalho ou voltando dele, passeando, levando compras, crianças, paquerando as moças. Corroborando o post abaixo, sobre o crescimento da Caloi, nessas cidades a bicicleta é o que é: parte da vida.

Uma resposta

  1. Sim, as bicicletas estão por todos os lados. Só o poder público não as enxerga. É como o grande problema da acessibilidade: criamos dificuldades arquitetônicas, de deslocamento, de operação de máquinas e dispositivos, etc. e tal. Mas somente quando nos colocamos no lugar do outro é que sentimos. Mas pensando bem, você já viu alguma otoridade pedalando?

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