Crônica de David Coimbra sobre a “ditadura da minoria”

Reproduzido da página 2 do jornal Zero Hora, de 03/06/2011. Opinem.

As vítimas do Brasil

OBrasil atingiu um nível de tolerância intolerável. Estamos sob a tirania dos mais fracos. Basta o sujeito ser de uma suposta minoria para oprimir a suposta maioria. Exemplo da hora: os ciclistas de Porto Alegre. São os oprimidos opressores do momento. Um psicopata engatou uma terceira e tocou o carro por cima de uma vintena deles, semanas atrás. Um crime, um absurdo e tudo mais. Mas por que os ciclistas estavam ocupando TODA a via PÚBLICA na hora do atropelamento? Por que os ciclistas de Porto Alegre, quando pedalam em grupo, continuam ocupando TODA a via pública?

Outro dia alguém se queixou por ter ficado 15 minutos preso atrás de um pelotão de ciclistas, numa sexta à noite. Disse assim, o queixoso:

– E se eu estivesse indo para o hospital? E se fosse uma emergência?

Ora, não é preciso haver uma emergência para censurar quem bloqueia a via pública sem permissão. Posso estar indo ao cinema, ou para a minha casa, ou posso estar simplesmente rodando à toa, não interessa, eles NÃO TÊM DIREITO de obstruir a rua. Só que o caso do atropelador psicopata lhes conferiu uma arrogância desafiadora. Já vi ciclista xingando motoristas, ameaçando chutar a lataria do carro. Eles agora são inimigos do motor à explosão, defensores intransigentes da tração animal. E ninguém pode dizer que prefere andar de carro. Por quê? Porque se transformaram em vítimas. A vítima pode tudo, no Brasil.

O cara fala nóis fumo, nóis vortemo, nóis pega os livro, mas num sabe lê? Não ouse corrigi-lo. Se o fizer, você revelará todo o seu preconceito linguístico, você será da classe dominante que oprime a classe dominada com a gramática. Pobre classe dominada, sufocada por mesóclises e concordâncias perfeitas. Há que se tolerar quem não fala a “norma culta”. Se o professor disser que quem fala nóis pega us livro está “falando errado”, o aluno vai se traumatizar, vai “se sentir entre dois mundos”. Mais uma vítima nesse país de vítimas.

As verdadeiras vítimas do Brasil são os poderosos. Ou os supostamente poderosos: os parlamentares. Você quer posar de revolucionário, de defensor dos mais fracos, de corajoso? Enxovalhe o parlamento. Fale que é tudo culpa dos políticos, inclusive daquela taipa que você elegeu. É sempre saudável desancar um político. Faz bem para a pressão, alivia o estresse, todo mundo concorda com você e você se sente… uma vítima. Todos somos vítimas dos políticos.

Agora mesmo, em meio à polêmica Bolsonaro-homofobia, ouvi gente boa defendendo publicamente o fim da imunidade parlamentar. Seria o mesmo que acabar com o Legislativo. Porque o deputado pode até ser uma besta, mas ele tem direito de dizer besteira. Ele é um parlamentar; o parlamentar parla. Bolsonaro está defendendo ideias retrógradas e tacanhas porque representa um eleitorado retrógrado e tacanho. Que tem direito à representação. Bolsonaro diz que não aceitaria que o filho dele fosse homossexual. O eleitorado dele também não aceitaria. Eu mesmo, eu aceitaria sem problemas que meu filho fosse homossexual, desde que não fosse corrupto ou vegetariano.

Pronto. Acabei de transformar os vegetarianos em vítimas.

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77 Respostas

  1. Que grosseria em um único texto …
    Que tal você voltar a estudar o código de transito e procurar lê sobre quais foram as principais propostas contemporâneas sobre mobilidade urbana. Aproveito para informar que a bicicleta foi a maior sensação do encontro que reuniu 59 representantes das maiores cidades do mundo para discutir o que é possível fazer no dia a dia das metrópoles para preservar o meio ambiente e combater as mudanças climáticas. Os ciclistas, em especial a turma da massa crítica, no mundo toda, estamos construindo um novo jeito de fazer as Cidades, mas para alguns, a individualidade e a ignorância falar mais alto.

  2. É meu caro, estamos na própria ditadura do politicamente correto. As crianças já cantam “o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada”. Dizem que a briga entre o masculino cravo e a feminina rosa estimula a violência entre casais. Que isso é parte de uma suíte de 16 peças de Villa Lobos sobre temas do folclore brasileiro, ninguém diz. Ninguém atira o pau no gato, nem samba lelê ta doente mais. Radicais nunca venceram a necessidade de convivência equilibrada das gentes. As cidades são grandes o suficiente para terem espaços a todo mundo. Se, o espaço público fosse organizado de forma que, ciclistas convivessem com motoristas e pedestres harmonicamente, a urbanidade seria natural e ninguém precisaria atropelar ninguém.

    • Lilian, você acha que o Sr. Ricardo Neis “precisou” atropelar os ciclistas? A gente precisa tentar assassinar quem a gente acha que nos atrapalha? Só pra saber.

      • Livia, jamais acharia isso! Mas a expressão tem o sentido de dizer que, se não se organiza o espaço público, todo mundo se “acha” no direito de se tornar dono das situações, de se resolver por si. Aí um acha que pode atropelar ciclistas, “a gente” passa a achar que tem que assassinar quem faz isso… Enfim, como quem acha não tem certeza, o que me é certo é dividir melhor o que a todos pertence. É a única saída de bom senso, néh não?

      • Claro. Existe, na mídia e nas relações humanas, uma polarização e uma tendência contrária à empatia. Ninguém enxerga nada de si no outro, e tem medo de enxergar. O governo, que é quem deveria regular, acaba reproduzindo essa dinâmica e aí queremos atropelar não só pessoas, mas tudo o que desafia nosso “conforto”.

    • Lilian,
      Teu comentário já começa equivocado falando em “ditadura do politicamente correto”. Se é ditadura, não é politicamente correto.

      Agora admirar Villa-lobos só porque ele é o Villa-lobos também não faz sentido, se ele for machista, racista ou sei lá o que, temos todo o direito de criticá-lo e de ouvir ou não suas músicas. Mas isso também não é ditadura, ninguém está te proibindo de cantar atirou o pau no gato para os teus filhos.

      As cidades sem dúvida são grande o suficiente para terem espaços para todos, mas grande parte do espaço público de nossas cidades está ocupado com carros, de forma que resta pouco espaço para as pessoas. Crianças não jogam mais bola na rua, pois podem ser atropeladas. Meu vô não pode mais andar de bicicleta na rua porque os carros não respeitam. Se existe alguma ditadura, é do automóvel.

      Abs.

    • aaah ninguem “precisaria” atropelar ninguem? ah bom, por que se eu quero passar e tem um ciclista na frente o mais natural mesmo é atropelar… Por que as pessoas tem que ser tão radicais sempre, a convivêcia social exige bom senso, o que significa que nem os ciclistas podem ocupar uma via publica inteira como também ninguem pode sair por ai atropelando gente.
      Hoje em dia falta o bom senso nas pessoas, tanto em relação a ditadura do politicamente correto como aquelas que são extremamente desprovidas de tato a ponto de dizer que todas as minorias oprimidas são as verdadeiras opressoras. E se quer saber, achei esse texto do coimbra uma merda e até meio contraditório.

  3. já achava o david coimbra um babaca. agora tenho asco. e o desserviço de zh e seu “jornalismo”. daqui uns dias, olha… nem sei.

    • eu não leio zero hora…faz anos. muito antes dos adesivos virarem moda.

      o problema do DC é ser jornalista. jornalista é o sujeito que FALA/ESCREVE sobre TUDO mas SABE sobre NADA.

      generalizei, pois são maioria os jornalistas com esta característica.

      rodrigoX
      cientísta político.

  4. [...] Texto modificado por Helton Moraes a partir do texto de um colunista da Zero Hora. [...]

  5. É incrível como os Senhores Ricos e Escritores e Famosos, sempre fazendo tudo para se distinguir socialmente em suas festas e coquetéis, quando vêem alguém lutando por seus direitos, resolvem fazer parte da Maioria Atingida, reclamam sobre o direito Público, sobre a via ser de Todos.
    Meus caros, caiam na real, não sejam sujos e baixos com tantos cremes e banhos quentes em suas cabeças preocupadas com a sociedade.

    Quem é radical aqui? Quem tem voz nos meios de comunicação que são sustentados pelos comerciais escrotos para os inseguros do automóvel? Quem enche o imaginário de nossas crianças de apatia e medo? Quem nunca anda a pé sem ser dentro de um shopping?

    Espero que os senhores informem-se mais. Do contrário, buscaremos autorizações e permissões escritas, homologadas, carimbadas (como se aprende legitimidade nas suas universidades) para interromper o Cineminha de todos os incomodados que passam horas em escritórios de cabeça baixa e depois não podem esperar 15minutos – muito menos na verdade – e celebrar a a cidade, as pessoas, a bicicleta, o não poluir e todas essas coisas “politicamente corretas” que a Classe tanto abomina porém sempre recorre em seus tratados de argumentação barata.

  6. BABACA!

  7. Parabéns David Coimbra,

    Finalmente um intelectual teve coragem para colocar essas “vitimas” opressoras no seu devido lugar..
    Por que esse pessoal da Massa crítica não faz o protesto na frente do palácio do governo? por que nao fecham a rua na hora que o governador, prefeito ou afins querem sair? Ou melhor ainda, por que nao apoiam um candidato simpatico a sua causa e o elegem? ficam as perguntas

    • Vai te informar melhor antes de falar, Charles.

      • Sergio,

        Apesar de eu estar muito bem informado sobre o assunto. Quero te dizer que não precisa ser bem informado para saber o que é certo e o que é errado.
        Tirar o direito de alguem transitar num local publico, sobre tudo em um horário de “pico” é certo? Xingar as pessoas , como foi relatado por pessoas publicas – que inclusive apoiavam voces- é correto? Ve se acorda, viver em sociedade nao é só lutar pelos teus “direitos” , viver em sociedade é sobre tudo respeitar os direitos dos outros. Outro dia ai mesmo em Porto Alegre, uma enfermeira que tinha trabalhado a noite, e parou em fila dupla fechando o transito de uma movimentada rua para levar o filho na creche, ficou emraivada por que xingaram ela. Ai vai a pergunta, ela tem o direto de fechar a rua só pra deixar o filinho na creche por que ela trabalhou a noite toda? o pessoal que estava indo para o trabalho tem menos direito de usar a rua do que ela? Com certeza não. Viver em sociedade significa, abrir mao do que eu quero em prol da coletividade.
        Volto a dizer sou estremamente favoravel a causa de voces, sou ciclista tbm para sua informação. Agora de forma nenhuma a minha vontade pode tirar o direito do outro de ir e vir.
        O que voce faria se os médicos de uma cidade gruzassem os braços por 3 dias para protestar, e um ente querido sem morresse? Garanto que diria que “eles nao podem fazer isso”, Mas por que não? tambem nao seria um protesto? Pense nisso na proxima vez que quiser fazer um protesto “imbecil” deste que nao leva a nada.

      • Meu caro Charles.,

        reduzir a velocidade do fluxo de veículos não significa parar o trânsito. Não estava sendo tirado o direito de ir e vir de ninguém. Quer dizer então que andar devagar atrás de um carro pode mas atrás de um monte de bicicleta não pode?

  8. As minorias são maioria. Aguentem srs incomodados com os novos tempos- \o/- corretos, ou pelo menos, ficando corretos. E por favor, informe-se melhor qto a nova cartilha do MEC sobre a norma culta e as outras formas de linguagem, informe-se melhor sobre a batalha dos ciclistas, enfim, informe-se, é seu trabalho.

  9. Esse ai é só mais um que acha que sabe alguma coisa.
    Pobre dele, enquanto preso a seu carro, suas grades e seu patrão. Ele tem que defender essa gente mesmo, senão perde seu direito e escrever merda abertamente.

    David Coimbra você é vitima da sua lingua!

  10. Tomara que o dia que algum filho de algum componente da massa critica, esta precisando de atendimento médico urgente, fique parado atras de um protesto dos “homens de Porto Alegre que desejam fazer troca de sexo” e que essa criança não consiga o seu atendimento a tempo. Vamos ser menos dramáticos: Tomara que o dia que algum de voces perca uma entrevista do emprego dos sonhos, ou qualquer outra coisa q seja por causa de algum protesto de outra minoria vitima da sociedade. A questão caros amigos não está no protesto e sim na forma como ele se procede. Primeiramente, ele atinge quem nao tem poder de descisão, e o pior, atinge e maltrata pessoas que na sua maioria são a favor do que voces estão solicitando. Voces protestam por que o seu direito de ir e vir de bike está sendo retirando, mas protestam tirando o direito dos outros de andarem de carro. Não parece um contra senso? O bem da verdade é que voces são tão hipócritas como a grande maioria da sociedade brasileira, que acham sempre q o seu problema é maior q o dos outros. Querem protestar? estou de acordo, Mas nao tirem os diretos dos outros. Garanto que esse protesto mensal de voces não serve para nada. Agora com a opiniao pública contra voces, menos ainda.

    • Charles,
      A Massa não tranca o trânsito, ela faz parte do trânsito e é muito mais fluida que a mesma quantidade de automóveis. E é só uma vez por mês, enquanto os congestionamentos existem diariamente.

      Quantas ambulâncias e ônibus os congestionamentos de automóveis trancam diariamente? Quantas pessoas morrem em acidentes de automóvel diariamente? São dezenas de milhares todo ano, só no Brasil.

      Quantas pessoas morrem presas por congestionamentos de bicicletas?

      • Marcelo,

        Você concorda que se vocês tem o direito de protestar, não vamos dizer trancando o trânsito mas atrapalhando o mesmo. Pode ser assim?. Se vocês tem esse direito todas as organizações, grupos, entidades também o tem. Concorda? Imagine se todo munto pegar um dia por mes e atrapalhar o transito. Vão faltar ruas, vão faltar horários e vai acabar em briga por que um grupo vai querer protestar no lugar do outro.
        Entenda, não sou contra o movimento, mas quando voces agem de forma desrespeitosa com outros, (inclusive com xingamentos palavras do Fetter da Atlantida) )voces não podem ficar bravos com os outros desrespeitando voces.
        Por que não fazer esse protesto por exemplo domingo as 9 da manha? Eu sei por que, por que ai não estaria encomodando a população em geral. Acho essa atitude pouco louvável.

    • A Massa Crítica passa, ela não tira o direito de ninguém de ir e vir. Se vier uma ambulância os ciclistas abrem rapidamente a rua, como já aconteceu.
      A Massa Crítica não tem um propósito único mas já está gerando muitos frutos e ótimos resultados.
      E o idiota do David Coimbra não representa a opinião pública.

      • Quer dizer que se eu estiver acidentado numa ambulância em tenho o direito de passar. Porem se eu estiver tendo um AVC, e um amigo meu estiver me levando para o hospital. Nesse casso como nao estou numa ambiulancia posso morrer?
        Bastante coerente sua colocação.

        Ps: À propóstio, parece que para voces somente os 100 imbecis que fecham a rua formam a opiniao publica.
        Mais uma vez parabéns David Coimbra.

    • “Garanto que esse protesto mensal de voces não serve para nada. Agora com a opiniao pública contra voces, menos ainda.”

      1. Se não servisse, você não estaria aqui.
      2. Enquanto andamos de bicicleta sem nenhum cidadão de bem do estado democrático de direito por perto, ESTAMOS SEGUROS (em tese), brincando com nossos filhos, experienciando a cidade de um modo diferente.
      3. David Coimbra não é Opinião pública. É PRBS

    • Caro Charles, este passeio não acontece todos os dias, somente uma vez por mês. Sempre que participei da massacritica foi aberto espaço não só para ambulâncias e bombeiros, mas sim para qualquer veiculo em situação de emergência. Hoje em qualquer cidade do “primeiro mundo” a bicicleta é valorizada como um dos meios de transporte coletivos com o mais alto grau de importância. Infelizmente nossa provinciana cidade não possui capacidade para perceber isto, tão pouco respeitar. Não tenho nenhum curso nesta área mas morei e utilizei bicicleta durante 4 anos em outro pais e hoje como utilitário de carro em Porto Alegre vejo imensa dificuldade de circular com minha bicicleta. Se vc é tão fã assim de veículos automotores pense nisso: quando saio com minha bicicleta deixo meu carro em casa, assim sobra mais espaço e menos engarrafamento para vc. Acho que vc adorador do automóvel deveria ser o maior incentivador da bicicleta.

    • Se não servisse parta nada, você não estaria comentando aqui. :)

    • caro Xarles, se algum dia estiveres c um filho para morrer, ou um usuário de automóvel para morrer, ou que tiveres que ir a uma entrevista de emprego, ou no teu cabeleireiro (hehehe), ou se tu tiveres q cortar fora teu pirulitinho (troca de sexo em POA, essa é boa) com hora marcada NÃO VÁ DE CARRO…VÁ DE BICI, q certamente chegarás no horário.
      a MASSA (bah, deu fome agora) não tranca ruas, estás desinformado, a massa diminui a velocidade do fluxo, o q acontece ao natural nas vias das grandes cidades…prá mim é inveja tua estar dentro de um carro ouvindo a voz do brasil, enquanto nós passamos voando pelo trânsito hehe.
      vai abraço.
      e toma uma ceva hj…te acalma, vivente!! não vá atropelar ninguém.

    • e, antes que me esqueça, dirigir carro não é direito, é CONCESSÃO. Usufrua da sua com respeito e com responsabilidade.

  11. Tomara que este individuo não tenha carro.

  12. Só uma coisa: cala a boca, Coimbra.

  13. Alguém aqui já ouviu falar em DESOBEDIÊNCIA CIVIL?
    Alguém aqui acha que só os políticos resolverão as coisas e que as pessoas que estão de carro não devem ser nem um pouco responsabilizadas pelo desastre de nossas cidades?
    Saiam de suas torres e parem de dizer que os ciclistas são um problema!
    Sexta a noite tudo tranca com ou sem Massa Critica!
    E se nós estivéssemos de carro, todos que estamos de bicicleta, não haveria tranqueira?
    Abram os olhos!
    Além disso, a maleabilidade que as bicicletas tem para abrir a via se ocorrer uma emergência é muito maior que a dos carros!

    • Pelo que leio nos comentários, gostaria muito de saber:
      Ninguem da massa crítica usa carro? Nínguem de voces tem carro? andam sempre de bike, onibus, etc?
      Dúvido.
      Aprendam a discutir o problema. Ao que me parece, vocês todos não sabem interpretar um texto.
      O que o texto traz é que voês não tem o direito de tracar uma rua para protestar, e acima de tudo agredir verbalmente ninguem.
      Agora vocês vão dizer que são certinhos, respeitam todas as regras, que só o tio do golf preto é malvado. “Quase começo a chorar” . Os outros são maus, nos (massa crítica) os vingadores dos oprimidos.

      • Ninguém aqui disse que é “certinho”. Em um momento a massa é um bando de anarquistas e arruaceiros e em outro é chamada dos chatos dos politicamente corretos…
        Não trancamos a rua, PASSAMOS pela rua e se as vezes bloqueamos sinaleiras é pra carros não entrarem no fluxo de bicicletas que está cheio de crianças. Não somos vingadores dos oprimidos, só queremos ser respeitados como qualquer veículo e nos encontramos pra andarmos juntos UMA VEZ POR MÊS.

        Você já está chorando e somos todos GAYS DOIDOS!!!!! COMPARTILHE A CIDADE CONOSCO!

  14. Classe média sofre.
    Toda sua retórica e argumentação é baseada em uma situação de emergência, um acidente, uma pressa louca, um emprego dos sonhos.

    Ah, os seriados americanos e as novelas da Globo!

    Quanta gente que não é por estar presa no trânsito que vai morrer por falta de atendimento, que vai ser atropelada em uma via rápida, que vai apanhar de um homofóbico, que vai ser presa injustamente…

    Obrigado por nos desunirem!

    • Não interessa o motivo, talvez as pessoas nos cometários utilizam-se dos argumentos de emergência por esses serem os que precisem de maior atenção. Garanto que para todos que comentáram, não importa o que seja. Pode ser o tempo perdido para chegar em casa e brincar com o filho, ou até mesmo para chegar ao Barzinho para tomar um chop. A questão é que o direito da massa critica “travar” a rua, termina no momento que alguem quer passar por la. Simples assim.
      Da mesma forma, como o direito de alguem escutar musica no ultimo volume termina no momento que o vizinho do lado quer dormir.
      Que andar de bicicleta pode ser melhor, até em questões de mobilidade. ok. Porém mesmo que uma coisa esteja certa, isso não quer dizer que possamos fazer qualquer coisa, ou tirar a liberdade de alguem em prol disso.

      • Só existe tranqueira quando as bicicletas bloqueiam o trânsito?
        Insisto, não é intenção da massa Bloquear o trânsito.
        NÓS SOMOS O TRÂNSITO. Estamos passando junto com os carros, se ficamos 2, 3 minutos impedindo os carros de passarem com o sinal verde é porque velhos e crianças ficaram pra trás. Experimente descer do carro e ir pro meio da rua olhar, abanar, cantar, tentar levar na brincadeira. É uma vez por mês!

      • Desculpa Pedro mas se a pessoa quer recuperar o tempo perdido para brincar com o filho ela tem muitas opções que não seja se deslocar com um carro. Ela pode ir de onibus e a Massa não se desloca por corredores de onibus. Ela pode levar seu filho a Massa e passar momentos agradáveis. Ela pode ir de bicicleta e se deslocar numa velocidade muito superior aos carros engarrafados.E ela pode apenas usar o tempo para pensar no conjunto, em todos os dias em que ela ficou parada no engarrafamento de carros que ela mesmo ajuda a provocar e decidir fazer uma das mudanças colocadas, ou até mesmo, fazer as contas e pensar se não sai mais barato e rápido morar mais perto do trabalho, ou mudar de trabalho, ou mudar qualquer coisa, ou simplesmente pensar. As pessoas andam com muita dificuldade de pensar, de mudar, pois andam hipnotizadas por má-educação, publicidade barata e ideologias antiquadas.
        Agora se ela quer se deslocar para o barzinho tomar um chop em hipótese alguma ela deve cogitar ir de carro, mas é isso que os retrógradas sem um sistema de pensamento que não seja ditado pelo umbigo querem fazer, e depois reclamam da violência no trânsito, como se não fosse com eles.

      • Quanto à emergência, se for o caso toda a Massa se espreme e vai até para a calçada. Você já viu carros fazerem isso? Você já foi a alguma Massa para entender a dinâmica? É muita opinião de “ouvi falar”.

      • Vamos reformular sua frase assim, então:

        A questão é que o direito dos automóveis individuais com uma pessoa dentro “travar” a rua, termina no momento que um ônibus lotado quer passar por la. Simples assim.

      • Natália,

        foi a melhor frase que li aqui! Parabéns!!

      • Ai, que dó.
        A sua argumentação do pé quebrado esquece de considerar que o excesso de carros tem consequências bem mais sérias do que o excesso de bicicletas.
        Muita gente, acredite, gostaria de chegar em casa logo, e em segurança, mas não pode. Precisa ficar presa dentro de um ônibus num congestionamento causado por carros particulares. Na sua análise de liberdades você está pendendo muito mais para o lado individualista do motorizado, como se esse status fosse o único aceitável. Acorde para o fato de que mais pessoas precisam se deslocar nas cidades e a única maneira de fazer isso sem colapso é mudando a forma da cidade funcionar. Não vai adiantar nada você ficar esbravejando suas liberdades que terminam onde começam as liberdades dos outros se continuar com a visão turva de mediocridade. É simples questão de lógica enxergar a profunda injustiça que é ter as cidades poluídas e entupidas por carros de uns poucos privilegiados (?).
        Esses caras estão ocupando as ruas para que sejam das pessoas e não só dos carros. São os que estão fazendo alguma coisa para resolver os problemas urbanos, em lugar de achar que tudo é culpa do governo ou do imperialismo americano ou do inimigo público da vez.
        Simples assim.

  15. davi querido te aconselho a não ensinar o bernardo a andar de bici. já pensou se ele pega gosto?

  16. Malditos tempos corretos!!! eu quero que essa Massa Crítica va se fuder !!!!!!!!

  17. bah esse Marcelo é o mais carola de todos!!!

  18. Charles, no caso de uma urgência médica, AVC ou algo assim, e estivesse a Massa Crítica na minha frente, eu iria meter por cima deles… Não que nem o Neis, que varreu todo mundo, mas ia meter por cima, devagarzinho, pra que saíssem da frente, sem machucá-los, mesmo que isso estragasse o meu carro, ou que se eles se revoltassem e começassem a bater no meu carro.
    Isso caso eles não queiram me dar passagem claro, mesmo eu explicando que é emergência hospitalar. Meteria o carro por cima deles, sim !!!

  19. Charles: você falou tudo! sou a favor de menos carros no trânsito, de mais pessoas usando bicicleta, menos poluição, menos atitudes agressivas no transito, e até quero andar mais de bicicleta do que ando normalmente. Mas do jeito que esses malas não sabem que o teu direito termina aonde começa o do outro!! O que adianta fechar rua pra protestar??? Ainda se o prefeito, vereadores, governadores, deputados estivesse ali!! mas não!! são pessoas, comuns, trabalhadores, “ACOMODADOS como dizem esses ativistas moleques” que realmente o cara tá ali se ralando pra vida pobre dele, é problema dele ué !!! Deixa que ele leve a vida medíocre dele. Agora se achar superior pq se importam com a salvacao do mundo e os outros – os acomodados – nao se importam, é o fim do mundo. Nem todo mundo tem tempo, tem gente que tme que ganhar a vida e sustentar a familia. Semana corre, final de semana passa cansado, galera tem que entender que nem todo mundo é filhinho de papai que passa na internet o dia inteiro !!!!!!!!!!! Nem todo mundo gosta do ativismo dos outros. Se o teu ativismo, que não tenho nada a ver e nao quero nem saber disso, me atrapalha, sai da minha frente !!! nao quero saber.

  20. Façam o protesto domingo as 9 da manha!!!!!!!!!!!!!! PORQUE NAO FAZEM DOMINGO AS 9 DA MANHA???????????????????????

    RESPONDAM!!!!!!!!!!!!!

    • Porque a visibilidade é necessária, morou.
      Se a gente se manifesta escondido, não é manifestação.
      E por que raios os fanáticos por carro têm de se manifestar TODOS os DIAS, travando as principais ruas da cidade? Não é absurdo que uma pessoa possa estar tendo um AVC e sendo bloqueada pelo congestionamento de carros?

  21. Concordo sobre a suposta “opressão dos oprimidos”, só discordo do exemplo que ele usou. Ora, se há 100 ciclistas pedalando na Rua da República, não é motivo para atropelar. Não é a única rua de Porto Alegre, que ande noutra. E mais: não reclamam da poluição, dos congestionamentos, que o povo é preguiçoso e só quer andar de carro?
    Neste país, é difícil saber quem é maioria ou minoria. Alguns se fazem de coitados, enquanto outros sofrem calados.

  22. Morou, tenho certeza que se você desse do carro e pedisse passagem eles daria. Seria muito mais rápido e prático (já que andam devagar) do ficar “jogando” o carro por cima. Arrogância geralmente é tratada com arrogância.
    É preciso tomar atitudes que explicitem as opiões e situações para que elas sejam discutidas. O grupo Massa Crítica conseguiu tornar um evento fatídico (a tentativa múltipla de assassinato) em uma oportunidade de alargar uma discussão em torno de um problema urgente no Brasil. Por isso estão de parabéns.
    Avante Massa Crítica!

    PS: se reivindicar alguma forma de “vitimização” é a única forma de incluirmos outros problemas para serem discutidos além daqueles que seu David Coimbra e as pessoas que ele representa (pois não é apenas parlamentar que representa parcela da população) considera os legítimos, então assim façamos!!

  23. Olha, todos que tem pelo menos dois neurônios sabem que o David Coimbra é desprovido deles. O cara não cansa de tentar mostrar uma cultura que não tem….e como bem ironizou o Tatata (Pimentel) em um desses cafés TVCom, tal criatura ter cursado uma faculdade de jornalismo é um daqueles grandes mistérios da natureza…..(ironia que ele, é claro, não entendeu…)

  24. Concordo com a quantificação dos neurônios do David, mas não dá para reduzir seus comentários a isso. Ele está se posicionando politicamente na discussão.
    O que é perturbador é que ele faz isso de maneira absurdamente mal informada (como já foi dito), e assim ajuda a formar opinião a partir de desinformação. Não espero que ele concorde com o Massa Crítica, nem que seja imparcial. O que se esperaria de um jornalista sério (pffff) é um pouco de pesquisa sobre as informações com as quais trabalha e sobre as quais opina, para que possa ser considerado como um participante da discussão e não apenas um sujeito que, sabedor de seu papel como couminicador e da influência que tem na opinião pública, fique largando de forma irresponsável seus julgamentos sobre coisas que não conhece.
    Por incrível que possa parecer, muitas pessoas consideram sua opinião supostamente qualificada. E a princípio, seria uma consideração bastante razoável, já que é isso que se espera de um jornalista: uma opinião qualificada por informações que nem todos têm.
    Não?

  25. Deveria ter um Luiz Nei em todo passeio dessa massa critica, em pouco tempo o problema estaria resolvido…….

  26. Charles, se o direito de ir e vir nas vias públicas é de todos, então os ciclistas tem o direito de protestar, usar esse espaço também. Se trancam essas vias, oras.. carros também trancam. Se tu achas melhor eles protestarem na frente do palácio do governo (comentário anterior), tu não estás reconhecendo o direito deles de usarem as vias públicas, porque, afinal, trancam o trânsito e te atrapalham? Ah, por favor, aprenda a argumentar e não ser contraditório!! Protesto não deve ser dirigido somente aos políticos, deve atingir sim a sociedade e obrigá-la a pensar e problematizar os assuntos que ela constrói e com os quais ela sofre, então protesto tem que atingir a sociedade sim, do contrário, ela estará a parte do ela produz. E quem age de forma desrespeitosa diante do outro? Acho que ambos lados desrespeitam uns aos outros, como todos os grupos contraditórios nesse país, e como todos nós seres sociáveis e egoistas.

  27. Massa critica e da minha mulher..emplastada…é por isso que não troco o convívio que tenho com os animais…eles não tem bicicletas nem carros…vocês todos tem razão pois vivem na metrópole mais politizada do país e não sabem que no mato ainda tem ar puro…

  28. Conheço um cara que, desde que perdeu uma “amiga”, passou a odiar tudo o que ela era ou ela fazia. O Davi Coimbra deve ter perdido alguém também. Daí essa mágoa toda. Ts ts ts…. dá pena… rancor sempre deixa a pessoa ridícula. mais ridícula do que é.

  29. Bill Lind quando escreve sobre a origem do politicamente correto define que a expressão designa o buscar uma linguagem neutra, não discriminatória, que evita ser ofensiva. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, por sua vez, entende que atitudes corretas também podem ser impostas de modo inflexível, sem humor, sem espaço para o natural. Neste caso, refere-se à expressão ditadura do politicamente correto, porque não admite, porque impõe, sem outra análise que também não desnature o que é correto. Novamente, me dou com a alternativa do justo meio. Quem não a entende, arrisca-se em fazer parte dos ditatoriais. Quanto ao mobiliário urbano, plano viário e a forma de desenvolvimento das cidades, apenas saliento que também nesse setor, tudo nasce do interesse financeiro dos gestores políticos. Aí, se legisla mal, se urbaniza pior ainda, se fiscaliza em corrupção, se deixa bicicletas, crianças e idosos sem lugar, num rastro de tumulto do espaço público. Se uma cidade ou um estado não têm autoridades e técnicos sensíveis à questão para mudar esse quadro, não vejo como partilhar o espaço público condignamente, senão incomodando muito e de forma crítica, a todos.

  30. Davi Coimbra é uma aberração

  31. Ui que asco! Detestável esse texto. Meus pêsames a esse tal Deividi.

  32. Concordo com algumas coisas. A ocupação de toda a rua, impedindo a passagem de veículos motorizados, me parece errado, salvo no caso de manifestação em defesa de alguma causa geral. Já não tenho bicicleta, não tenho carro e só terei caso o protótipo recém lançado na França, movido a ar, chegue aqui a preço conveniente e enquanto eu tiver forças… Concordo também com a crítica do Coimbra, a quem conheço, mas não somos amigos, sobre o uso do idioma. Sugiro a ele que comece a corrigir seus colegas da rádio Gaúcha, que maltratam diariamente o vernáculo. Quase todos os repórteres não conseguem formular duas frases sem usar o verbo acabar. A Polícia Rodoviária não libera a rodovia, ‘acaba liberando’. O centroavante não faz gol, ‘acaba fazendo’. E estou pegando leve… Há até aqueles que antes de perguntar algo ao entrevistado, arrasta um ãããã… Gostaria de saber que tipo de aula tem, nas faculdades. Alunos do quinto semestre da Famecos me disseram desconhecer o jornal Brasil de Fato, a revista Caros Amigos… e isso me leva a desconfiar da qualidade do curso, e mesmo dos professores tidos por progressistas.
    O espaço é público, NÃO VOU OCUPAR A RUA INTEIRA… mas isso deve se dirigir também a construtores de edifícios, que tiram o Sol de outrem. COM QUE DIREITO???

  33. Texto sobre os atentados que David Coimbra anda produzindo: http://wp.me/p1Azcs-8c

  34. Aprendam a aceitar criticas, enquanto todos chamavam voces de “tadinhos” “cuitadinhos que foram cruelmente atropelados” todos voces estavam do lado da mídia. Por que agora que alguem se possicionou contrário as atitudes de vocês, voces também não aceitam e respeitam? Enquanto vocês protestam todos tem que aceitar e ficar passivelmente atrás de voces no protesto, agora que alguem protestou contra essa estupidez que voces produzem ficam irritados? Hipocritas…

  35. Parece que na grande imprensa tem uma hora que todo o colunista tem que mandar um recado para o patrão: “olhai, como eu não sou um desses esquerdinha porra louca”!!!
    Tem q fazer isso abraçando alguma causa conservadora e reacionária!!!
    Todos sabemos que as grandes montadoras comandam a mídia com seus anúncios milionários!!!

    santiago
    (cartunista)

  36. Ditadura das minorias

    “O Brasil atingiu um nível de tolerância intolerável”. Mentira. Nosso país é uma panela de pressão de intolerância. A começar pela intolerância de certos “cronistas”, tão rápidos em identificar “minorias” que estariam oprimindo as maiorias, mas sem se admitirem eles próprios como uma minoria mais insignificante do q a suposta “minoria” q eles acusam de opressora. Se comparados ao conjunto da sociedade, tais “cronistas” são completamente inexpressivos e só se fazem ouvir por se disporem a dizer na mídia aquilo que seus patrões permitem. E a insignificância não está só no seu número – uma meia dúzia de paus mandados – mas, sobretudo, no seu discurso raso e tendencioso.
    Trazer a questão do eventual bloqueio de uma via pública por um pelotão de ciclistas para o centro do debate sobre o direito de ir e vir, é um truquezinho tão manjado quanto cretino. Bem ao nível e ao gosto desses davis coimbras que infestam a mídia.
    E no mais das vezes, no cotidiano, o que acontece a um ciclista que ainda ousa aventurar-se sozinho no transito caótico de Porto Alegre? Como fica o direito de ir e vir desse cidadão que tem de lidar com as bestas feras motorizadas da cidade? Tal debate só poderia ser colocado nesses termos, se os ciclistas, tendo garantido o seu próprio espaço de circulação, invadissem o espaço dos automóveis, o que nem de longe é o caso. Eles precisam disputar os espaços com os carros numa desvantagem desleal, muitas vezes correndo risco de vida. Mas, para o “cronista” da RBS, esse parecer ser um dado irrelevante já que, de acordo com sua peculiar percepção da realidade a “vítima pode tudo, no Brasil.” Os “inimigos do motor à explosão, defensores intransigentes da tração animal” sempre podem xingar o motorista e “chutar a lataria do carro”. Desde que, fazendo a ressalva que o “cronista” “esqueceu” de fazer, consigam sair de baixo do automóvel que os atropelou e recolocar no lugar a perna ou o braço que lhes foram arrancados.
    É muito comum tais “cronistas”, no afã de legitimarem seus pontos de vista e fiéis ao seu complexo de vira latas, recorrerem a exemplos daquilo que acontece no que eles consideram como o “primeiro mundo”. Por que no “primeiro mundo é assim, por que no primeiro mundo é assado”. Mas existem exemplos e exemplos, aqueles que convém mencionar e aqueles para os quais deve-se fazer olho branco.
    Um dos poucos bons exemplos que podemos tirar desse “mundo civilizado”, ao qual nossos “cronistas” recorrem com tanta frequência, é justamente o uso que se faz da bicicleta por lá. Na zorópia, um cidadão ciclista não é um cidadão de quinta categoria em cima do qual pode-se passar com o carro. A bicicleta é muito bem vista como um veículo de transporte, um sinônimo de modernidade, até, por tantas razões que seria tedioso enumerá-las aos leitores.
    Mas está aí um exemplo que não nos serve, pois implica numa discussão em profundidade sobre a reformulação e democratização do espaço urbano, sobre o modelo de cidade onde queremos viver. Ainda mais quando temos um perfeito modernoso, que não colocaria um centavo na construção de uma ciclovia, mas se dispõe a trazer para nossa cidade a tal fórmula indy, torrando dinheiro público nessa bobagem, com o objetivo de compensar sua ineficácia, seu descompromisso com a população, sua falta de projeto, de rumo, mas sempre disposto a abraçar qualquer delírio megalômano na caça ao voto dos incautos, tudo dentro da lógica do “governo espetáculo”.
    E nisso o prefeito pode contar com o silêncio obsequioso desses “cronistas”. Se não for pelo “nobre” motivo de garantir o emprego evitando emitir opiniões que possam desagradar ao patrão, no mais das vezes é simplesmente por que não conseguem ver o mundo com seus próprios olhos, acostumados que estão a vê-lo pelos olhos desse patrão.
    Bizarro o malabarismo retórico do “cronista” e seu esforço para nos empurrar goela abaixo essa salada indigesta sob a forma de, vá lá…”crônica”. Mistura alhos com bugalhos, ciclistas, homofobia, políticos…
    É verdade, enxovalhar o parlamento é o esporte preferido da nossa população. Pela crítica que os brasileiros fazem aos políticos, o Brasil deveria ser uma país imune a corrupção. Mas então quem elege os políticos corruptos? Quem elege as “bestas” como Bolsonaro? Mais uma vez nosso “cronista ” fica pelo meio do caminho perdido no emaranhado q ele próprio teceu. Sim, por q não é só a população q esculhamba o parlamento! Tem mais alguém fazendo isso. E esse alguém é a mídia. São recorrentes as matéria sobre corrupção na política veiculadas de maneira oportunista por uma mídia que se arvora a baluarte moral da sociedade. Um paradoxo, quando se sabe que grande parte desses políticos corruptos se elegem com o apoio da mídia. A eleição do Collor é o melhor exemplo. Isso quando esses mesmos políticos não operam concessões de mídia através de laranjas, o que também e uma ilegalidade.
    Trazendo essa conversa mais para perto de nós, ou melhor, mais para perto do “cronista” errebessiano, podemos afirma que a empresa onde ele trabalho tem sido um verdadeiro seleiro (ou seria chiqueiro?) onde foram engordados vários desse políticos, através dos quais a RBS assumiu o poder em nosso estado.
    Um poder tentacular, que vai desde o controle da mídia na região sul do Brasil, num sistema ilegal de propriedade cruzada, até interesse imobiliários que destroem a legislação urbana, subjugando a cidade à especulação predatória do capital. Se Porto Alegre está transformando-se em uma cidade inabitável, isso se deve a essa relação promíscua entre políticos servis e interesses privados dos quais a RBS é uma típica representante.
    Nesse ponto cabe recuperar o discurso do “cronista” sobre minorias que tiranizam maiorias. Se os ciclistas são uma minoria e os “cronistas” da mídia corporativa são mais minoria ainda, o que dizer de uma família que mantém todo um estado atrelado aos seus interesses, usando o poder da mídia para moldar a realidade de acordo com sua vontade, publicando estultices como essa “crônica” do David Coimbra?

    Eugênio

  37. Lívia, não conhecia o teu blog! Incrível isto, não sei como não cheguei nele antes! Mas agora estou por aqui!

  38. Meus caros, nunca vi nenhum jornalista, talvez nenhum tenha tido a oportunidade de ficar retido ou tenha medo de escrever, relatar ou reclamar por ter ficado retido no trânsito para que meia dúzia, ou menos, ou mais, de veículos militares em comboio. Nesse caso certtamente pode.

  39. Existe algum programa para marcar os quadros de bicicletas com um cadastro nacional permitindo o reconhecimento do quadro. Isso está se espalhando na Europa. A tendência chegou na França agora. Aumenta o número de bicicleta devolvido aos proprietários.

  40. Com todo o respeito, quem escreve para este blog esta peerdendo tempo e alimentando a fama de seu dono. O senhor David Coimbra já publoicou que não responde aos comentários de quem lê suas idéias sobre a vida., Possivelmente por julgar-se superior. Minha opinião é que finda a censura imposta pela ditadura vivemos atualmente a censura imposta pelos que mais se queixavam da falata de liberdade de expressão, os jornalistas. Vocês sabiam que há mais de dois meses todos blogs da RBS, dos que sei os dos programas Polêmica, Sala de Redação estão fora do ar? Não dá para notar que só respondem a elogios, que as críticas são sumariamnete desconsideradas. Em pleno século 21 o jornalista Lauro Quadros se dá ao diretio de jactar-se por não ter celular e nem e-mail. Contato com Lassier Martins é mais difícil do que com Obama. Vivemos, isso sim, na ditadura da formação da opinião pública por parte de um monopólio que lucra com polêmicas “plantadas” como essa.

    • Oi Francisco,
      coloquei o texto aqui, na época da publicação do artigo, pois muita gente queria ler e o acesso era apenas para assinantes. Como tu vês pelo número de comentários, mais interessante que o texto (que é tendencioso e mal embasado) foi as discussões que ele suscitou aqui e à qual tu contribuíste com teu comentário. Portanto, obrigada por vir, opinar e venha sempre. Estou publicando tirinhas diárias sobre a vida do ciclista em Porto Alegre. :-)

      Abraço.

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