Não tem tu, vai tu mesmo

Quem acompanha blogs como o Apocalipse Motorizado já conhece os questionamentos sobre os expedientes que a publicidade usa para convencer consumidores de que carros são sinônimos de independência ou mesmo libertação (ainda que grande parte dos modelos “off-road” do mercado se atenha mesmo à vida selvagem que é o engarrafamento). E eu, na verdade, não chego a achar que o atrativo do carro tenha a ver com evasão, mas unicamente com status, potência ou a descrença no transporte coletivo, porque sou Polianna demais para acreditar que um motorista, que diariamente lida com horas de prisão em vias que parecem levar a lugar nenhum, creia mesmo que aquele carro dele vá libertá-lo de alguma coisa.

Acontece que, já faz uns dias, tenho ouvido na BandNews FM um comercial sincero: escroto, mas sincero. Lá, sugere ao motorista que compre um Pajero, Hilux, Cayenne ou qualquer um desses carros gigantes, alegando que, se não dá para evitar a chatice do “anda, pára, anda, pára”, ele pelo menos vai andar num belo Pajero e parar com um belo freio ABS. E tem gente que vai comprar.

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