Iberê e a ciclovia

 Lívia Araújo

– Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza”.

Iberê Camargo, considerado o maior nome do expressionismo no Brasil (embora avesso a rótulos), passou anos vivendo no Rio de Janeiro e voltou a viver em Porto Alegre em 1980. “Os ciclistas”, ao lado dos carretéis, dos retratos e das idiotas, são uma das fases artísticas que marcaram sua carreira. A inspiração veio da observação aos freqüentadores do Parque Farroupilha, a famosa “Redenção”, perto de onde o pintor foi morar depois do regresso. Essas imagens foram companheiras do artista até sua morte.

Tudo isso para dizer que a nova sede da Fundação Iberê Camargo foi inaugurada na última sexta-feira, em Porto Alegre, já como um marco da arte no país, por ser o primeiro museu do Brasil a ter um prédio tecnicamente concebido para ser um museu. O prédio é fruto do talento do arquiteto português Álvaro Siza e, à parte as polêmicas que criou, é uma obra que torna inesquecível a vista da orla do Guaíba. De dentro para fora e vice-versa.

Para homenagear Iberê à altura, compondo um eixo turístico-ciclístico interessante, sugiro sairmos da Usina do Gasômetro, passar pelo estádio Beira-Rio e seguirmos até o impressionante prédio do Siza. (E não deixem de olhar por dentro!)

 Fábio Del Re

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