Lady bike

Se é a segunda vez que a srta. Audrey Hepburn aparece aqui montada em uma bicicleta (agora acompanhada de singelo au-au), é porque ela não possuía apenas charme e talento imensuráveis, mas também porque, seguindo a premissa de que a graça é a beleza em movimento, fazia circular por aí todo o seu aplomb e nonchalance.

Bike Drops é muito fã de mademoiselle Hepburn!

Local e global

 Do Correio do Povo de hoje (já que não tem link direto para a matéria, transcrevo aqui):

 Plano cicloviário se integra a metrô

As alterações no transporte com a aplicação do Plano Diretor Cicloviário Integrado, da prefeitura de Porto Alegre, foram apresentadas ontem aos funcionários da Trensurb. O encontro, no auditório da empresa, serviu para explicar como será a integração entre o transporte cicloviário e o metrô. Um dos pontos será na Sertório. O eixo irá ligar a Estação Farrapos com a avenida Francisco Silveira Bittencourt. O arquiteto da Empresa Pública de Transporte e Circulação Régulo Ferrari ressaltou as melhorias do novo sistema. Avaliou que não basta implantar o modelo, é necessário criar as condições de infra-estrutura e sinalização. O gerente de Mobilidade Urbana da Trensurb, Sidemar da Silva, defendeu a união de ações para melhorar o transporte em Porto Alegre. Ele ressaltou que a ciclovia será alternativa para o deslocamento. ‘A União estimula projetos que criam formas de transporte não motorizado.’
Ferrari, coordenador do grupo que elaborou o projeto, lembrou que o plano irá alterar a paisagem de Porto Alegre. ‘A idéia é criar uma rede permanente para as pessoas irem ao trabalho ou à escola de bicicleta e não usar apenas para lazer.’ A prefeitura deve investir R$ 2 milhões em 2009, no início da aplicação do projeto, que é debatido na Câmara.

E, abordando algumas das tendências para o uso da bicicleta fora do Brasil, a colunista Lurdete Ertel, da Zero Hora, aponta como uma new vogue in New York o uso das bicicletas elétricas como alternativa à alta dos combustíveis que alimentam seus odiosos utilitários esportivos (que usamos cada vez mais aqui – por que só assimilamos o que é ruim?). Com bateria recarregável e autonomia de até 150 quilômetros, a magrela elétrica – hmmm – está virando moda também na terra da Vélib, Paris, onde foram vendidas 10 mil unidades no ano passado. O importante é não poluir, mas eu ainda prefiro o uso da energia humana.

 

Bike dreamlog

Eu pedalava por uma parte de Caxias do Sul que não conhecia. Era a hora do lusco-fusco, quase noite. Nisso, choquei-me com um outro ciclista que vinha na direção contrária. Pedimos desculpas e seguimos adiante. No entanto, vi que o choque tinha deixado o guidão meio torto mas, de repente, percebi que aquela não era minha bicicleta. Era a bicicleta do homem com quem bati. E eu fiquei desesperada, saí atrás dele em busca da minha amada bike, mas não encontrei. Acabei, durante o resto do sonho, guiando aquela bicicleta curiosa de modelo antigo por todos os lugares, pensando que se ficasse com ela teria de pôr outro farol, outros paralamas (porque aqueles estavam tortos) e triste com o fato de que o dono da bicicleta côr-de-rosa devia estar muito feliz pedalando o que não era dele.

Tem pedal, mas é movido a cerveja

Olha que delícia a notícia que saiu hoje no Globo Online: “Bicicleta coletiva leva bar pelas ruas de Londres“.

A coisa é que, dos doze lugares disponíveis, dez são destinados a bebedores pedalantes, todos em uma só pubcrawler (o nome da magrela bêbada). Ainda bem que não é cada um numa direção diferente.

(Ah sim, e como esse é um blog esporadicamente colaborativo, o link acima foi gentilmente indicado por uma amiga muito querida de Fortaleza, cujo nome só citarei mediante autorização da mesma, já que ela é ‘devogada’ e pode me processar, rs)

Imobilidade em Porto Alegre

Tá, é uma vigônha estar entocada em casa nesse momento de chuva/inverno/praticamente neve que assola a província de São Pedro, mas admito, de cara lavada, que sumi.

Sumiu também (há sei lá quanto tempo) a única ciclovia fora da orla do lago Guaíba que, por enquanto, temos: o “caminho dos parques”, que é na verdade uma ciclofaixa que funciona apenas aos domingos e feriados, dia em que o estacionamento sobre esse trecho, que liga os parques Moinhos de Vento (Parcão), Farroupilha (Redenção) e Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia), é proibido. Apesar da tinta que marcava a ciclofaixa estar apagada na maior parte dos trechos, as placas de proibição de estacionamento ao longo da via não impediram que um grande número de motoristas estacionasse seus carros e acabasse com o espaço parco destinado ao trânsito de bicicletas.

Pelo que ouvi falar de fonte fidedigna, a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) só multa os desavisados que esqueceram de tirar o carro de lá de sábado para domingo, isso bem de manhãzinha. Conforme o meio-dia se aproxima, as multas cessam e qualquer mané pode ir lá estacionar o possante, que ninguém faz nada. Eu, posando de chata louca, se pegava algum motorista saindo do carro recém-estacionado, dava um gritão bem na cara do infeliz, dizendo “não sabias que é proibido estacionar na ciclovia”? Mas obviamente não adiantou, nunca adianta se a punição não vem.

Prometo, em breve, dar mais notícias a respeito.