Melhores bicis para o ciclismo urbano

Traduzido livremente do site Re-Nest:

O modelo da Donkelope, com espaço para o melhor amigo. 🙂

O ciclismo urbano já não é uma atividade isolada, praticada por uns poucos cicloativistas. Em várias cidades do mundo e, inclusive, do Brasil, pedalar nas cidades é um grande movimento que está transformando a maneira como as pessoas vivem e locomovem no espaço urbano.  De olho nessa tendência, a ONG Oregon Manifest (sediada em Portland, a cidade mais “bike-friendly” dos Estados Unidos) lançou um projeto para acelerar esse processo e lançou o “The Constructor’s Design Challenge“, para estimular fabricantes da indústria ciclística a criar e construir os melhores projetos de bicicletas utilitárias, voltadas para o ciclismo urbano. A competição incluiu 34 construtores de bicicletas profissionais de dez estados. Confira os construtores e os modelos desenvolvidos aqui.

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Roupa de domingo

Estou feliz demais: achei uma relíquia ciclística. O modelo “mixte” da Peugeot (sim, eles até hoje fabricam bicicletas, mas somente lá na França), que foi produzido no Brasil na década de 70. Apesar de mais velha que eu, a bici está em bem melhor estado do que a proprietária. Marchas funcionando direitinho, pneus novos e muito, mas muito estilo. Perfeito para o cycling-chic nosso de todo dia. 🙂

Estreei-a hoje à tarde, para aproveitar o domingão de sol.

 

Ser cicloativista no Dia Mundial Sem Carro

Neste ano, pessoas comuns falam mais do Dia Mundial Sem Carro que no ano passado. A insistência dos cicloativistas tem seus méritos. Furando a bolha de conforto, os ativistas chatos fazem governos, empresas e população refletirem sobre um modelo de cidade ultrapassado.

Uma moça no Twitter disse hoje: “1a. vez vim trabalhar de bike (Ipiranga-Barra Funda). Foi divertido! Conheci várias pessoas! Preciso praticar +. #vadebike” Não só ela, mas também outras pessoas, que têm relação clássica de rejeição a ativistas em geral mudam, mesmo que aos poucos, e pregam hábitos melhores. É um começo. Hoje, o secretário municipal Valter Nagelstein (de Porto Alegre) deu um bom exemplo e foi de bicicleta ao trabalho (http://yfrog.com/ke74tsrj). Se todos os outros gestores de governo fizerem o mesmo, muito há de melhorar.

Para 2012, a Prefeitura de Porto Alegre poderia colocar mais ônibus nas ruas e restringir estacionamentos para a população aderir, a exemplo do Rio de Janeiro e do governo do Estado de São Paulo, que aumentou a frequência dos trens metropolitanos. Uma prova de que as mentalidades dos gestores públicos podem estar começando a mudar é que a Prefeitura de Porto Alegre usou o termo “bicicletada” para o passeio que promoveu o início das obras da ciclovia da Av. Ipiranga, expressão essa criada pelos cicloativistas de São Paulo anos atrás.

Mesmo com a heterogeneidade de qualquer movimento social, o cicloativismo ajuda a mudar os paradigmas da mobilidade no país. A necessidade de abandonar o atual modelo de mobilidade, centrado no automóvel, tem a adesão de pessoas comuns, que transcendem o cicloativismo. Tachar cicloativistas como “esquerda” ou “direita” ou “anarquistas” é um conceito ultrapassado. Pessoas enxergam demandas urgentes, conflitos que atingem a todos. Todos somos obrigados a arcar com os engarrafamentos e a poluição provocada pelos automóveis, independente de filiação política ou identificação ideológica. Questionar esse e qualquer status é exercer a liberdade de ser cidadão.

Feliz Dia Mundial Sem Carro a todos!

Calorzinho bem vindo!

Menos edredons na cama, sem meias nos pés, janelas quase sempre abertas. Estamos a dois dias da primavera, estamos a quase três meses do verão. Abrindo os corações também, vamos pedalar e sentir o vento na cara sem tanta proteção. 🙂

Furtos de bicicleta: mercado aquecido?

Furtaram a minha bicicleta há duas semanas. Estava com cadeado e, embora à vista da rua, no interior de um prédio. Com o ocorrido, percebi bastante gente que conheço se manifestando nas redes sociais sobre suas bicicletas furtadas recentemente. Outro conhecido teve duas bicicletas, mais caras e sofisticadas, furtadas na semana passada, de dentro do seu prédio (sem visão para a rua), presas com cadeado a um bicicletário. Minha amiga Verônica também teve sua bici subtraída do estacionamento do seu próprio trabalho!

Acho o seguinte: o mercado está aquecido e, se a gente não chega a níveis holandeses em matéria de infraestrutura cicloviária e políticas ciclo-amigáveis, é fácil que roubos e furtos se tornem tão corriqueiros quanto são em Amsterdã. Bobeou, dançou. Parte disso é porque mais e mais gente anda de bicicleta nas cidades, porque a indústria ciclística está se desenvolvendo, porque está mais mais fácil ver mais e mais bicis pelas ruas. Bicicleta, quando barata, é moeda fácil para trocar por drogas; quando é cara, especializada e tem peças nobres, alimenta um comércio ilegal cuja culpa pela existência não está em quem rouba, mas sim em quem compra. Isso não é privilégio do país do “jeitinho”: me lembro das bicis de dez euros que malandros oferecem nas ruas planas da capital da Holanda. O divertido vídeo abaixo, que narra um dia na vida de uma bicicleta, dá conta de uma situação bem real.

Enfim, comprei uma bicicleta dobrável, ainda mais cara, possivelmente bem mais visada e parte desse investimento irá para a aquisição de uma tranca importada, cara e, espero, indestrutível (a U-Lock da Kryptonite costuma se prestar a esse papel).

O que acho importante fazer no caso infeliz de um furto de bicicleta:
– Boletim de Ocorrência – a possibilidade é de que a Polícia não faça muita coisa para recuperar a bicicleta que simplesmente “sumiu”, mas o registro do B.O. é importante inclusive para que haja estatísticas sobre o assunto.
– Cadastrar, de preferência com foto, no site www.bicicletasroubadas.com.br. A ideia é de que o site seja referência para lojas que vendem bicis usadas;
– Produto bom e preço muito baixo? Desconfie. Peça nota fiscal e procedência;
– E, para tentar evitar o incômodo, o site Escola de Bicicleta tem boas dicas.