Posicionamento exemplar

O cartaz acima está no site da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Achei excelente o tema e a abordagem. Enquanto entidade de classe, o posicionamento da Anfavea é exemplar. Por que, no entanto, a postura individual de cada fabricante é, por meio da publicidade massiva, estimular a velocidade, em comerciais que festejam a agressividade, a ascensão social por meio de um carro de luxo, ou que simplesmente mentem a respeito de impacto ambiental ou ruas desimpedidas para o trânsito? Os automóveis – carros de passeio, não de corrida – vendidos no país têm a capacidade de atingir velocidades bem maiores que os limites de qualquer estrada nacional. Os próprios nomes dos carros incitam a essa infração.

Afinal, quem vai comprar um “Veloster” da Hyundai, não vai querer rodar a reles 40km/h por hora…

Está na hora de a Anfavea cobrar essa responsabilidade de seus associados.

Leia mais sobre a manipulação publicitária sobre o uso de automóveis.

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Melhores bicis para o ciclismo urbano

Traduzido livremente do site Re-Nest:

O modelo da Donkelope, com espaço para o melhor amigo. 🙂

O ciclismo urbano já não é uma atividade isolada, praticada por uns poucos cicloativistas. Em várias cidades do mundo e, inclusive, do Brasil, pedalar nas cidades é um grande movimento que está transformando a maneira como as pessoas vivem e locomovem no espaço urbano.  De olho nessa tendência, a ONG Oregon Manifest (sediada em Portland, a cidade mais “bike-friendly” dos Estados Unidos) lançou um projeto para acelerar esse processo e lançou o “The Constructor’s Design Challenge“, para estimular fabricantes da indústria ciclística a criar e construir os melhores projetos de bicicletas utilitárias, voltadas para o ciclismo urbano. A competição incluiu 34 construtores de bicicletas profissionais de dez estados. Confira os construtores e os modelos desenvolvidos aqui.

Furtos de bicicleta: mercado aquecido?

Furtaram a minha bicicleta há duas semanas. Estava com cadeado e, embora à vista da rua, no interior de um prédio. Com o ocorrido, percebi bastante gente que conheço se manifestando nas redes sociais sobre suas bicicletas furtadas recentemente. Outro conhecido teve duas bicicletas, mais caras e sofisticadas, furtadas na semana passada, de dentro do seu prédio (sem visão para a rua), presas com cadeado a um bicicletário. Minha amiga Verônica também teve sua bici subtraída do estacionamento do seu próprio trabalho!

Acho o seguinte: o mercado está aquecido e, se a gente não chega a níveis holandeses em matéria de infraestrutura cicloviária e políticas ciclo-amigáveis, é fácil que roubos e furtos se tornem tão corriqueiros quanto são em Amsterdã. Bobeou, dançou. Parte disso é porque mais e mais gente anda de bicicleta nas cidades, porque a indústria ciclística está se desenvolvendo, porque está mais mais fácil ver mais e mais bicis pelas ruas. Bicicleta, quando barata, é moeda fácil para trocar por drogas; quando é cara, especializada e tem peças nobres, alimenta um comércio ilegal cuja culpa pela existência não está em quem rouba, mas sim em quem compra. Isso não é privilégio do país do “jeitinho”: me lembro das bicis de dez euros que malandros oferecem nas ruas planas da capital da Holanda. O divertido vídeo abaixo, que narra um dia na vida de uma bicicleta, dá conta de uma situação bem real.

Enfim, comprei uma bicicleta dobrável, ainda mais cara, possivelmente bem mais visada e parte desse investimento irá para a aquisição de uma tranca importada, cara e, espero, indestrutível (a U-Lock da Kryptonite costuma se prestar a esse papel).

O que acho importante fazer no caso infeliz de um furto de bicicleta:
– Boletim de Ocorrência – a possibilidade é de que a Polícia não faça muita coisa para recuperar a bicicleta que simplesmente “sumiu”, mas o registro do B.O. é importante inclusive para que haja estatísticas sobre o assunto.
– Cadastrar, de preferência com foto, no site www.bicicletasroubadas.com.br. A ideia é de que o site seja referência para lojas que vendem bicis usadas;
– Produto bom e preço muito baixo? Desconfie. Peça nota fiscal e procedência;
– E, para tentar evitar o incômodo, o site Escola de Bicicleta tem boas dicas.

Transporte com design

Inspirada no post do meu “eco-site” favorito, o Re-Nest, resolvi listar algumas bikes bonitas com uso essencialmente urbano, disponíveis em lojas de Porto Alegre e, na impossibilidade de achar por aqui, na internet também. A maioria é bem cara (com exceção da Fischer), mas estamos na era da customização, que diga a Violeta, uma MTB que virou city-bike num passe de mágica. O importante é pedalar. 😉

1. Trek Navigator (R$ 1.999, na Bike Tech)

2. Caloi Easy Rider (R$ 1.999 na Bike Tech)

Fischer Princess (R$ 339 na Bike Sul)

 

Dahon Briza D3 (R$ 2.499 no Submarino)

Planos da Houston

Com informações da assessoria de imprensa da Houston Bikes:

Com atuais 16% de participação no mercado de bicicletas, a piauiense Houston pretende, até o fim de 2010, crescer em torno de 40%, expandindo sua atuação e buscando liderança (também presente nas linhas fitness e ventiladores) também em outras regiões do Brasil. A empresa, capitaneada pelo diretor-presidente João Claudino Junior, quer fechar o ano com a marca de 1 milhão de bicicletas vendidas desde a sua inauguração há dez anos.

Vale lembrar que a Houston está investindo em merchandising para reforçar sua lembrança junto ao consumidor: sua linha speed de bicicletas está na novela das oito da Rede Globo, usada pelos mocinhos ciclistas da trama.

Indústria brasileira

Estou inaugurando uma nova categoria de links no Bike Drops (na coluna da esquerda), de fabricantes de bicicletas. Tirando KHS e Dahon, todas as demais são indústrias nacionais, incluindo desde as maiores, como Caloi e Sundown (já foi a Monark, que anda sumida na poeira), até algumas que eu nem conhecia. Não são todas que estão ali. Imagino que, tal como a Ciclo, que é do interior do Rio Grande do Sul, deve haver outras com abrangência regional. O que é muito legal e muito provavelmente reflete as demandas de mercado. Em muitas cidades do interior do Brasil a bicicleta é o meio de transporte por excelência.

A ênfase da nova lista de blogs vai para indústrias que fabricam bicicletas de uso urbano (“potis” e “barras-forte”, beach e mountain-bikes). Quem souber de alguma que fabrique esses modelos e não esteja na lista, pode dizer. Contribuições são SUPER bem vindas. 🙂

Fabriquinha de desejos

Se o Brasil carece de comerciais de TV promovendo a bicicleta como bem de consumo (tal qual se faz com os carros, em ilusórias ruas desimpedidas de gente e outros carros), outros países sabem fazer seus consumidores comprar produtos que também podem fazer bem a eles e ao mundo onde vivemos. 🙂