Lugar ao sol

Vi na coluna do Poti Campos no Caderno Sobre Rodas da Zero Hora:  O Moinhos Shopping, de Porto Alegre, vai inaugurar neste sábado, às 11h30, um bicicletário com capacidade para 24 magrelas! Será instalado bem na entrada principal do centro de compras, na rua Olavo Barreto Viana, perto do Parcão.

O estacionamento tem nome: é “Antônio Carlos Stringhini Guimarães”, ex pró-reitor de Extensão da UFRGS e triatleta, que morreu atropelado enquanto pedalava na av. Edvaldo Pereira Paiva, beirando o lago Guaíba.

Vários pontos positivos para o Moinhos Shopping: por oferecer um lugar de estacionamento em meio à escassez de oferta de bicicletários, incentivando, por isso, o transporte por bicicleta; por homenagear uma pessoa que foi vítima de algo que não pode ser chamado de acidente: a irresponsabilidade dos agentes do trânsito – por falta de uma educação adequada e uma cultura que não enxerga nem pedestres, nem ciclistas – gera muitas mortes a cada ano; e também por incentivar que outros estabelecimentos locais façam o mesmo, a exemplo das farmácias Panvel que, também no Parcão, oferecem um bicicletário aberto a não clientes.

Vamos ao shopping de bike? 😀

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Projeto de lei

Deu na coluna “Repórter Brasília”, do Colunista Edgar Lisboa, no Jornal do Comércio do RS:

A deputada Manuela D’Ávila (PC do B-RS) apresentou projeto de lei para tornar obrigatória a reserva de espaço para estacionamento gratuito de bicicletas em áreas públicas e privadas, como por exemplo, parques, shopping centers, supermercados, escolas, faculdades, agências bancárias, hospitais, museus e indústrias. Quem gostou da idéia foi o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) que por diversas vezes se deslocou de sua casa até à Câmara Federal em sua “bike”. Atualmente, Gabeira não utiliza mais sua bicicleta como meio de transporte oficial, pois, segundo ele, “o trânsito de Brasília não permite”. Surge, então, uma nova necessidade: criar ciclovias para que a população possa pedalar livremente pelas ruas brasileiras.

Seriam minhas preces atendidas. Mas, acrescento, Edgar: mais que ciclovias, motoristas têm de enxergar ciclistas e pedestres como trânsito, e compartilhar a ocupação das ruas. Por lei, a ultrapassagem deve ser feita a 1,5 m de distância do ciclista. Quando estou em rua movimentada, me aproximando de um sinal vermelho, os carros vêm sem dó se encaixando perto do meio-fio, sempre mais rápido do que deveriam, e a sensação é que eles literalmente se jogam em qualquer espaço livre. Dá medo. Mas, com cuidado, a gente vai cavando nosso espaço (e não a nossa cova).

Dificuldades de estacionamento

Não é só a ausência de ciclovias que dificulta o uso da bicicleta como transporte para o trabalho, pelo menos na região central de Porto Alegre. De seis estacionamentos consultados, somente um aceita bicicletas de boa vontade, mesmo ainda não tendo espaço exclusivo para elas. Um outro estacionamento dava um jeito de prender lá no fundo, mas por R $ 3,00 diários, que achei não compensar o custo/benefício. Um outro sequer tinha espaço para motocicletas. Não esqueci de argumentar, em cada um deles, que se for cobrado R$ 20,00 reais mensais por bicicleta, sendo que cabem sete ou oito delas no lugar ocupado por um único carro, eles poderiam tirar um bom dinheirinho.