Tour du monde

A largada do Tour de France, a maior e mais tradicional volta ciclística do mundo, será em Roterdã neste ano. O vídeo promocional da prova foi feito exaltando uma das melhores coisas da cidade – assim como de tantas outras na Holanda: o trânsito cotidiano de bicicletas e seu uso integrado a outros meios de transporte na cidade. A emoção do esporte somada ao exercício pleno do ir-e-vir, coisa na qual nós, brasileiros, ainda somos “subdesenvolvidos”.

Lá estão as ruas, cheias de gente que se move de todas as maneiras – inclusive de carro. Diferente dos comerciais de automóveis, em que a rua sempre está deserta e o motorista fictício pode exercer a ilusão da velocidade. Mas ainda vamos muito devagar: nos engarrafamentos e na iniciativa da mudança.

Citando o blog da ONG Transporte Ativo: “Os atletas internacionais tornam-se menores diante das pedaladas cotidianas, que definem o caminho que de toda uma cidade em direção ao futuro que almeja”.

Quem pedala sempre alcança

No clipping diário do Bike Drops nos veículos porto-alegrenses, o Informe Especial da ZH deu uma nota muito queridinha sobre as dificuldades que os ciclistas têm para estacionarem suas bicicletas. E queridinha por quê? Porque fui eu que mandei e-mail pro colunista comentando o fato. Obrigada, Márcio! 😉

Já o colunista Clésio Boeira, do Jornal O Sul, informa fato que acontece nesse instante:

O prefeito José Fogaça apresenta à imprensa, hoje, às 10h30, o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre. A coletiva será no auditório da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), com a presença do secretário municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, e de técnicos. O projeto identifica 495km de ruas e avenidas para abrigar ciclovias com mais segurança aos usuários e menos poluição na cidade.

Apesar da quilometragem promissora, os recursos da prefeitura só dão inicialmente para 18km. Então vamos pedalando pra eles verem que é necessário mais. Não sei se estão prestando mais atenção ao fato, mas vejo um número considerável de gente, de manhã cedinho, em cima das suas bicis com roupa de trabalho. Decerto não é para passear na Redenção.

Emprestada, porém limpinha

Abaixo, alguns dos modelos de bicicletas usadas nos programas de empréstimos de cidades como Paris, Lyon (parecidas entre si), Estocolmo, Barcelona (modelos parecidos com o programa Smartbike DC, de Washington) e Helsinque. Como já se ouve falar que São Paulo, quem sabe, um dia, adotará o sistema, as magrelitas inusitadas podem ser uma fonte de inspiração. Por mim, um modelo tipo a Tropical, da Monark, já estava de bom tamanho. Bem resistente e vamo que vamo.

 

Nosso sonho é a realidade deles

A Holanda é longe e a cultura da mobilidade por bicicleta é bem arraigada. Mas Bogotá é aqui do lado e as ciclovias são recentes. Vi esse interessante vídeo no Pedaleiro.