Posicionamento exemplar

O cartaz acima está no site da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). Achei excelente o tema e a abordagem. Enquanto entidade de classe, o posicionamento da Anfavea é exemplar. Por que, no entanto, a postura individual de cada fabricante é, por meio da publicidade massiva, estimular a velocidade, em comerciais que festejam a agressividade, a ascensão social por meio de um carro de luxo, ou que simplesmente mentem a respeito de impacto ambiental ou ruas desimpedidas para o trânsito? Os automóveis – carros de passeio, não de corrida – vendidos no país têm a capacidade de atingir velocidades bem maiores que os limites de qualquer estrada nacional. Os próprios nomes dos carros incitam a essa infração.

Afinal, quem vai comprar um “Veloster” da Hyundai, não vai querer rodar a reles 40km/h por hora…

Está na hora de a Anfavea cobrar essa responsabilidade de seus associados.

Leia mais sobre a manipulação publicitária sobre o uso de automóveis.

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Fabriquinha de desejos

Se o Brasil carece de comerciais de TV promovendo a bicicleta como bem de consumo (tal qual se faz com os carros, em ilusórias ruas desimpedidas de gente e outros carros), outros países sabem fazer seus consumidores comprar produtos que também podem fazer bem a eles e ao mundo onde vivemos. 🙂

Publicidade para quê?

Ocorreu-me nestes dias: “por que eu não vejo comerciais de TV de fabricantes de bicicleta?”. A única coisa que eu vejo são materiais de ponto-de-venda nas bicicletarias, e nada mais. Se o livre-mercado prega o uso da publicidade, porque ela não acontece para os fabricantes de bicicletas? Por que não há o interesse? Por que  a fábrica de desejos do capitalismo vale mais para o carro que para a bicicleta?

Mas eu posso estar errada. Vai ver a inexistência de publicidade de massa exclusiva para as bicicletas (ou seja, tem bicicletas em comerciais que pregam a “sustentabilidade” de empresas que não oferecem nem bicicletários a seus clientes) é apenas regional. Mas eu não sei dizer.